terça-feira, 3 de outubro de 2017

#22

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Estou sempre a pensar em vocês, no blog, em todos os assuntos que me apetecia escrever, sobre tudo o que me apetece desabafar.
Mas ultimamente sinto-me muito cansada.

Esta semana temos um feriado (YEAAAHHH...uuhhhh... %$#§&*#!), mas avizinha-se muito provavelmente um dia demasiado desgastante. (meninas/os, façam figas!)

Estou tão cansada que não quero mais discussões.
Sabem quando o cansaço é tanto que não interessa mais quem teve razão? É isso.
Não quero mais entender. Consigo agora esquecer e caminhar em frente.
Como se ainda fossemos crianças, como se não fosse preciso mais tocar no assunto.
Talvez não seja.
Por mim, qualquer um pode ter razão. Até posso ser eu a errada.
Só preciso de paz. Só preciso de sossego.
Não preciso de mais nada.
E se não resultar... eu tentei.

Perdoem-me por não ser mais forte do que isto.* Estou a ser tão forte o quanto consigo.

Um beijinho do tamanho do mundo para todas/os vocês que estão sempre aqui, desse lado, comigo.





* Por isto e por escrever sem-sentido.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

#21

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Hoje apetece-me falar-vos de finanças.

A verdade é que eu não percebo patavina de contabilidade, não sei o fazer IRS's e nunca tive mais de 'satisfaz' (sim, com letra minúscula) a matemática.

As finanças que vos trago chamam-se carinhosamente, filhas da #%$&*%, carinhosamente, portanto: finanças da vida.

O topo do dilema é: mais alguém conta tostões todo o santo do mês?

Por aqui, todos os meses, no final de cada mês, atempadamente, preparam-se pequenas listas de contas a pagar no mês seguinte.

É renda, é agua, é luz, é Internets, é saldos de telemóveis, é ginásio, é gasóleo, é paparoca, é... ver o dinheiro todo do mês seguinte desaparecer, muito antes de ainda ter sequer entrado na conta.

Este mês ainda temos: imposto automóvel, aniversário de casamento, aniversário do sobrinho, aniversário da amiga...

Tem tudo para correr mal, portanto.

A somar a tudo isto, é preciso ainda poupar dinheiro para uma lista infindável de coisinhas que preciso de comprar no IKEA* (eu sei que já vos falei no sofá, não vou falar, mas *suspiros*suspiros*suspiros*).

E todos os meses a história se vai repetindo...
Mas!
E como eu digo sempre, o importante é ter saúde.
E minhas queridas, meus queridos, acreditem.
Mal ou bem, vamos sendo um afortunados,
Graças a Deus.

E é isto.


* Senhores do IKEA, se andarem por aí, porventura a matar tempo, por favor, eu mereço! enviem-me cupões de desconto. Têm sido desfeitas economias só para equipar aqui a casa d'a Marta, e vocês, meus queridos, vocês têm sido sempre os eleitos. Obrigada!


- Vá. Não me dêem grande crédito, ou dêem! porque eu até precisava. -
*MUAHAHAHA*

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

#20

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Este ano, a passagem de ano inclui a minha festa de trinta-anos e eu não sei o que quero fazer.

Não sei com quem quero estar*, não sei onde quero ir, o que comer, quanto gastar...
E todos os anos começo a sonhar com a noite de réveillon no início de Setembro.
Este ano, pela primeira vez desde há muito tempo, está a ser diferente.
Este ano, ando a fugir do assunto.

Ele está com poucas ideias. E sentimento é mútuo. Não sabemos com onde queremos estar, com quem queremos estar.

Ele sabe que não quer ir comer a um restaurante, que não quer passar a meia noite com estranhos, no meio de muita confusão, longe do conforto de um lar.
E os dois, os dois não queremos gastar muito dinheiro: compramos finalmente a televisão nova para a sala e queremos comprar o sofá ma-ra-vi-lho-so no mês de Dezembro.

Todos os anos têm sido iguais.
A expectativa é sempre alta.
Mas todos os anos se instala a confusão: aquele não suporta aquela, a outra não gosta do outro... e nós, que estamos de bem com toda gente.

Conclusão: não podemos juntar toda a gente, não podemos estar em dois locais diferentes.

Nascer a 31 de Dezembro tem tanto de engraçado, como de ingrato.
É o último dia no ano, a festa deveria ser sempre a dobrar. Mas a festa é sempre adiada. Uns que vão para fora, outros que têm a família...

E este ano são os trinta, não sei ao certo o que quero fazer deste dia.

Ele sugere os dois, a televisão nova, o nosso (possivelmente) sofá novo, uma dose de filmes, muita comida boa, 3... 2... 1... Feliz Ano Novo e uma garrafa de champanhe para os dois.
Não sei.

Não festejamos Natal e estou habituada a que esse dia seja a dois.
Mas a passagem do ano... O meu aniversário...

Não sei.
Tenho que pensar sobre isso.
Faço-o sempre. Atempadamente. Com tanto tempo.
E este ano... Nhééé!

Ajudem-me. 
Contem-me as vossas experiências.
Partilhem comigo as vossas ideias.


* A única certeza que tenho é Ele.


Já comecei a retribuir os vossos comentários. Obrigada pela vossa presença! 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Olá, Outono!

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Olá, Outono!
Traz contigo castanhas, jeropiga não é preciso. 
Acedemos a lareira, juntamos amigos e família.
Não exageres no frio.
Vem com calma, mas apressa-te com as castanhas.*
Pinta as ruas de folhas. Podes dar-nos algum vento e domingos de sofá e mantas.
Traz-nos malhas quentinhas, cores escuras, meias grossas.
Não corras. Não temos pressa.

Olá, Outono! 
Traz-nos novas datas especiais, objetivos alcançados, reconstitui amizades antigas.**

Olá, Outono!
Sê muito bem-vindo.


* Mais alguém adora castanhas?
** Eu estou a esforçar-me. E Tu?



Faltam sensivelmente três meses para o final do ano. A-rre-pi-an-te!
Continuo em divida com todas/os vocês.
Passei por aqui de fugida, mas espero retribuir-vos todo o vosso carinho este fim de semana.
Obrigada, a todos, por tudo!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

#19

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A sensação maravilhosa de escrever, divagar, e achar que me vão julgar louca, de me sentir estranha, de pensar algumas barbaridades e escrevinhar algumas doidices.
E no final, no fim de tantas palavras à toa, perceber que tanta outras pessoas, vocês, vocês que têm estado sempre desse lado, são iguais, são semelhantes e revêm-se nas minhas loucuras.

Mais uma vez. Obrigada! 

Retribuirei cada comentário, cada visita, cada miminho sobre a forma de escrita, que vocês, as/os Melhores, carinhosamente deixam ficar por aqui, e aos quais eu estou em falta.

A semana passada atrasou-me a todos os níveis.
Estou CHEIA de coisas para fazer.
Além do trabalho, preciso recomeçar a estudar violino (aula novamente no sábado), voltar ao ginásio (mala feita, é hoje, malta!), limpar a casa com urgência! (não suporto ver o pó!!!), tratar da lavandaria em atraso... UUUUFFFFFFFF!

A propósito, estou melhor. As aftas começam finalmente a dar tréguas e hoje já termino com a medicação.

Acho que esta semana precisava de mais algumas horas em cada dia. Que dizem?

Para além de todas as tarefas domésticas/lazer/estudo/e-tudo-e-tudo-e-tudo, tenho que voltar à minha dieta.
Em Outubro voltamos à Nutricionista e avizinham-se resultados... profundamente... deprimentes interessantes! *AHAHAHA*

Coragem!!!

Não é um bom dia, quando tens pouco para comer e ainda te esqueces do iogurte liquido.
Vá, Marta, contenta-te com as tuas 50gr de pão, fartamente recheadas por 20gr de queijo magro.

Eu.
A maior parte dos dias.
E tanta fome, minha gente. Tanta fome...


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A Marta. #3

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Hoje vou falar-vos d'A Marta.

Não sem antes vos voltar a agradecer por todo o apoio. 

Foi uma loooooooooonga e dura semana.
Acho  que finalmente começo a melhorar.
Estou a tomar a medicação de forma religiosa, mas os efeitos secundários em formato de aftas estão a corroer-me.
Estou a poucos-sólidos e poucas-palavras.

E a propósito de poucas palavras, deixem-me falar-vos de mim: olá!

Quem não me conhece, julga-me sempre, à primeira vista, como antipática, e manienta.
Não sou.

Sou tímida, sempre fui muito envergonhada.
Eu era aquela miúda que ia às festas dos amiguinhos e chegava a casa esfomeada, com um rebuçado no estômago, que tinha conseguido 'roubar' no canto da mesa e uma fatia de bolo que obrigatoriamente me colocavam nas mãos.

Sempre comuniquei melhor através de palavras e isso não faz de mim uma pessoa hipócrita, pois não?
Não gosto de mentiras, não gosto de maldade e não gosto de ser impulsiva.

Uso as palavras para o bem e para o mal. Mas escrever, evita-me ser demasiado dura.
E eu já fui demasiado mole.
Magoei-me muito, e sofri demasiado.
Muitas vezes, já não sei ser meiga. Às vezes sou bruta, sou impaciente.
Escrevo, apago, volto a escrever e ignoro.

A idade ensinou-me a ignorar.
Mesmo quando os problemas tentam gritar-me ao ouvido, ali, do meu lado, tão próximos, tão íntimos, tão familiares.
A idade ensinou-me que não tenho tempo para rancores, nem para guerrinhas mesquinhas, infantis e egoístas.

Às vezes sou doce. Já o fui mais.
Já fui muito ingénua.
E fui muito desiludida. Muitas vezes, demasiadas vezes.
Não damos para receber, mas... não sejas hipócritas... receber faz bem. É necessário.

Cansei-me. Limpei as lágrimas e deixei de ser sonhadora. Deixei de acreditar em palavras.
'Palavras, leva-as o vento.'
E as atitudes ficam. Ferem.
Até que passam. Tornam-se em aprendizagem. Algumas tornam-se em saudade. Outras, indiferença.

Fui 'a menina dos sonhos por sonhar'.
E talvez continue a ser.
Talvez aquela pequena parte doce ainda acredite, menos infantil, menos ingénua.

Não sou antipática. Não tenho manias.

Sou muito chata, sou um bocadinho preguiçosa, ligeiramente não muito teimosa, orgulhosa q.b. e devo ter algumas qualidades.
Estou certa de que terei algumas. 

E não. Não sou antipática.
Tenho vergonha.
Mas convivam mais de um dia comigo...
E depois... Não digam que não avisei! ;)




Um dos medicamentos que estou a tomar neste momentos refere um dos efeitos secundários como:
Forte possibilidade de escrever demais. 4 em 5 pessoas deliram e dizem coisas sem sentidos.
É isto! *cof-cof* 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

#18

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De volta, após uma visita ao senhor doutor dos dói-dóis.
Uma laringite, uma boca cheia de aftas, um nariz entupido e alguma/pouca tosse.
Siga para a medicação correta, e nada de falhar com ela, menina Marta-que-adora-tomar-comprimidos! (NÃÃÃÃÃÃOOOOOO)

E mais uma vez,
Incansáveis, sem me conhecerem, a aturar, em cada post, tantos devaneios, tantas palavras soltas, sem sentido, cheias de significados diferentes.
E vocês, carregados de palavras carinhosas, sem saberem ao certo a cor dos meus olhos, a forma do meu rosto, a aceitarem-me, a enviarem a vossa força e toda a vossa amizade.
Eu daqui, recebo-a, de coração cheio, sincera e feliz.
Feliz, não por ter criado "A Marta"*, mas por a ter libertado, por lhe ter dado asas, distorcido a língua e desprendido os dedos, assim, aqui, em formato de blog.

Pensei que ter um blog não ia ser bom.
Após tantos anos de 'Anónimo', confesso-me, pensei que criar um blog poderia ser mau.
Não é.
Graças a vocês, a mais ninguém, só a vocês.

Mais uma vez,

❤ Obrigada a todas/os pelos votos de melhoras. ❤

Ainda não estou, mas vou ficar.

E quanto a ti, Setembro, podes ir e trazer um Outubro lindo e maravilhoso, se não te importas. Acho que mereço... Não sei... Se não for pedir muito...


* Ela sempre existiu.