terça-feira, 26 de setembro de 2017

#21

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Hoje apetece-me falar-vos de finanças.

A verdade é que eu não percebo patavina de contabilidade, não sei o fazer IRS's e nunca tive mais de 'satisfaz' (sim, com letra minúscula) a matemática.

As finanças que vos trago chamam-se carinhosamente, filhas da #%$&*%, carinhosamente, portanto: finanças da vida.

O topo do dilema é: mais alguém conta tostões todo o santo do mês?

Por aqui, todos os meses, no final de cada mês, atempadamente, preparam-se pequenas listas de contas a pagar no mês seguinte.

É renda, é agua, é luz, é Internets, é saldos de telemóveis, é ginásio, é gasóleo, é paparoca, é... ver o dinheiro todo do mês seguinte desaparecer, muito antes de ainda ter sequer entrado na conta.

Este mês ainda temos: imposto automóvel, aniversário de casamento, aniversário do sobrinho, aniversário da amiga...

Tem tudo para correr mal, portanto.

A somar a tudo isto, é preciso ainda poupar dinheiro para uma lista infindável de coisinhas que preciso de comprar no IKEA* (eu sei que já vos falei no sofá, não vou falar, mas *suspiros*suspiros*suspiros*).

E todos os meses a história se vai repetindo...
Mas!
E como eu digo sempre, o importante é ter saúde.
E minhas queridas, meus queridos, acreditem.
Mal ou bem, vamos sendo um afortunados,
Graças a Deus.

E é isto.


* Senhores do IKEA, se andarem por aí, porventura a matar tempo, por favor, eu mereço! enviem-me cupões de desconto. Têm sido desfeitas economias só para equipar aqui a casa d'a Marta, e vocês, meus queridos, vocês têm sido sempre os eleitos. Obrigada!


- Vá. Não me dêem grande crédito, ou dêem! porque eu até precisava. -
*MUAHAHAHA*

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

#20

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Este ano, a passagem de ano inclui a minha festa de trinta-anos e eu não sei o que quero fazer.

Não sei com quem quero estar*, não sei onde quero ir, o que comer, quanto gastar...
E todos os anos começo a sonhar com a noite de réveillon no início de Setembro.
Este ano, pela primeira vez desde há muito tempo, está a ser diferente.
Este ano, ando a fugir do assunto.

Ele está com poucas ideias. E sentimento é mútuo. Não sabemos com onde queremos estar, com quem queremos estar.

Ele sabe que não quer ir comer a um restaurante, que não quer passar a meia noite com estranhos, no meio de muita confusão, longe do conforto de um lar.
E os dois, os dois não queremos gastar muito dinheiro: compramos finalmente a televisão nova para a sala e queremos comprar o sofá ma-ra-vi-lho-so no mês de Dezembro.

Todos os anos têm sido iguais.
A expectativa é sempre alta.
Mas todos os anos se instala a confusão: aquele não suporta aquela, a outra não gosta do outro... e nós, que estamos de bem com toda gente.

Conclusão: não podemos juntar toda a gente, não podemos estar em dois locais diferentes.

Nascer a 31 de Dezembro tem tanto de engraçado, como de ingrato.
É o último dia no ano, a festa deveria ser sempre a dobrar. Mas a festa é sempre adiada. Uns que vão para fora, outros que têm a família...

E este ano são os trinta, não sei ao certo o que quero fazer deste dia.

Ele sugere os dois, a televisão nova, o nosso (possivelmente) sofá novo, uma dose de filmes, muita comida boa, 3... 2... 1... Feliz Ano Novo e uma garrafa de champanhe para os dois.
Não sei.

Não festejamos Natal e estou habituada a que esse dia seja a dois.
Mas a passagem do ano... O meu aniversário...

Não sei.
Tenho que pensar sobre isso.
Faço-o sempre. Atempadamente. Com tanto tempo.
E este ano... Nhééé!

Ajudem-me. 
Contem-me as vossas experiências.
Partilhem comigo as vossas ideias.


* A única certeza que tenho é Ele.


Já comecei a retribuir os vossos comentários. Obrigada pela vossa presença! 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Olá, Outono!

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Olá, Outono!
Traz contigo castanhas, jeropiga não é preciso. 
Acedemos a lareira, juntamos amigos e família.
Não exageres no frio.
Vem com calma, mas apressa-te com as castanhas.*
Pinta as ruas de folhas. Podes dar-nos algum vento e domingos de sofá e mantas.
Traz-nos malhas quentinhas, cores escuras, meias grossas.
Não corras. Não temos pressa.

Olá, Outono! 
Traz-nos novas datas especiais, objetivos alcançados, reconstitui amizades antigas.**

Olá, Outono!
Sê muito bem-vindo.


* Mais alguém adora castanhas?
** Eu estou a esforçar-me. E Tu?



Faltam sensivelmente três meses para o final do ano. A-rre-pi-an-te!
Continuo em divida com todas/os vocês.
Passei por aqui de fugida, mas espero retribuir-vos todo o vosso carinho este fim de semana.
Obrigada, a todos, por tudo!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

#19

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A sensação maravilhosa de escrever, divagar, e achar que me vão julgar louca, de me sentir estranha, de pensar algumas barbaridades e escrevinhar algumas doidices.
E no final, no fim de tantas palavras à toa, perceber que tanta outras pessoas, vocês, vocês que têm estado sempre desse lado, são iguais, são semelhantes e revêm-se nas minhas loucuras.

Mais uma vez. Obrigada! 

Retribuirei cada comentário, cada visita, cada miminho sobre a forma de escrita, que vocês, as/os Melhores, carinhosamente deixam ficar por aqui, e aos quais eu estou em falta.

A semana passada atrasou-me a todos os níveis.
Estou CHEIA de coisas para fazer.
Além do trabalho, preciso recomeçar a estudar violino (aula novamente no sábado), voltar ao ginásio (mala feita, é hoje, malta!), limpar a casa com urgência! (não suporto ver o pó!!!), tratar da lavandaria em atraso... UUUUFFFFFFFF!

A propósito, estou melhor. As aftas começam finalmente a dar tréguas e hoje já termino com a medicação.

Acho que esta semana precisava de mais algumas horas em cada dia. Que dizem?

Para além de todas as tarefas domésticas/lazer/estudo/e-tudo-e-tudo-e-tudo, tenho que voltar à minha dieta.
Em Outubro voltamos à Nutricionista e avizinham-se resultados... profundamente... deprimentes interessantes! *AHAHAHA*

Coragem!!!

Não é um bom dia, quando tens pouco para comer e ainda te esqueces do iogurte liquido.
Vá, Marta, contenta-te com as tuas 50gr de pão, fartamente recheadas por 20gr de queijo magro.

Eu.
A maior parte dos dias.
E tanta fome, minha gente. Tanta fome...


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A Marta. #3

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Hoje vou falar-vos d'A Marta.

Não sem antes vos voltar a agradecer por todo o apoio. 

Foi uma loooooooooonga e dura semana.
Acho  que finalmente começo a melhorar.
Estou a tomar a medicação de forma religiosa, mas os efeitos secundários em formato de aftas estão a corroer-me.
Estou a poucos-sólidos e poucas-palavras.

E a propósito de poucas palavras, deixem-me falar-vos de mim: olá!

Quem não me conhece, julga-me sempre, à primeira vista, como antipática, e manienta.
Não sou.

Sou tímida, sempre fui muito envergonhada.
Eu era aquela miúda que ia às festas dos amiguinhos e chegava a casa esfomeada, com um rebuçado no estômago, que tinha conseguido 'roubar' no canto da mesa e uma fatia de bolo que obrigatoriamente me colocavam nas mãos.

Sempre comuniquei melhor através de palavras e isso não faz de mim uma pessoa hipócrita, pois não?
Não gosto de mentiras, não gosto de maldade e não gosto de ser impulsiva.

Uso as palavras para o bem e para o mal. Mas escrever, evita-me ser demasiado dura.
E eu já fui demasiado mole.
Magoei-me muito, e sofri demasiado.
Muitas vezes, já não sei ser meiga. Às vezes sou bruta, sou impaciente.
Escrevo, apago, volto a escrever e ignoro.

A idade ensinou-me a ignorar.
Mesmo quando os problemas tentam gritar-me ao ouvido, ali, do meu lado, tão próximos, tão íntimos, tão familiares.
A idade ensinou-me que não tenho tempo para rancores, nem para guerrinhas mesquinhas, infantis e egoístas.

Às vezes sou doce. Já o fui mais.
Já fui muito ingénua.
E fui muito desiludida. Muitas vezes, demasiadas vezes.
Não damos para receber, mas... não sejas hipócritas... receber faz bem. É necessário.

Cansei-me. Limpei as lágrimas e deixei de ser sonhadora. Deixei de acreditar em palavras.
'Palavras, leva-as o vento.'
E as atitudes ficam. Ferem.
Até que passam. Tornam-se em aprendizagem. Algumas tornam-se em saudade. Outras, indiferença.

Fui 'a menina dos sonhos por sonhar'.
E talvez continue a ser.
Talvez aquela pequena parte doce ainda acredite, menos infantil, menos ingénua.

Não sou antipática. Não tenho manias.

Sou muito chata, sou um bocadinho preguiçosa, ligeiramente não muito teimosa, orgulhosa q.b. e devo ter algumas qualidades.
Estou certa de que terei algumas. 

E não. Não sou antipática.
Tenho vergonha.
Mas convivam mais de um dia comigo...
E depois... Não digam que não avisei! ;)




Um dos medicamentos que estou a tomar neste momentos refere um dos efeitos secundários como:
Forte possibilidade de escrever demais. 4 em 5 pessoas deliram e dizem coisas sem sentidos.
É isto! *cof-cof* 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

#18

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De volta, após uma visita ao senhor doutor dos dói-dóis.
Uma laringite, uma boca cheia de aftas, um nariz entupido e alguma/pouca tosse.
Siga para a medicação correta, e nada de falhar com ela, menina Marta-que-adora-tomar-comprimidos! (NÃÃÃÃÃÃOOOOOO)

E mais uma vez,
Incansáveis, sem me conhecerem, a aturar, em cada post, tantos devaneios, tantas palavras soltas, sem sentido, cheias de significados diferentes.
E vocês, carregados de palavras carinhosas, sem saberem ao certo a cor dos meus olhos, a forma do meu rosto, a aceitarem-me, a enviarem a vossa força e toda a vossa amizade.
Eu daqui, recebo-a, de coração cheio, sincera e feliz.
Feliz, não por ter criado "A Marta"*, mas por a ter libertado, por lhe ter dado asas, distorcido a língua e desprendido os dedos, assim, aqui, em formato de blog.

Pensei que ter um blog não ia ser bom.
Após tantos anos de 'Anónimo', confesso-me, pensei que criar um blog poderia ser mau.
Não é.
Graças a vocês, a mais ninguém, só a vocês.

Mais uma vez,

❤ Obrigada a todas/os pelos votos de melhoras. ❤

Ainda não estou, mas vou ficar.

E quanto a ti, Setembro, podes ir e trazer um Outubro lindo e maravilhoso, se não te importas. Acho que mereço... Não sei... Se não for pedir muito...


* Ela sempre existiu.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Aceitam-se donativos:


De pacotes lenços (resmas e resmas deles), embalagens de mel, sacos de limões e gengibre, produtos farmacêuticos, rebuçados de menta, raminhos de eucalipto...

A Marta, uma manta polar, em Setembro, e muito chá de cidreira e mel, quentinho, quase a queimar a goela,
que dói, há demasiados dias para o meu gosto.


Hajam lenços, pessoal. Hajam muuuitos pacotes de lenços.


❤ Obrigada a todas/os pelos votos de melhoras. ❤


Se alguém souber de truques contra garganta inflamada e abundância de 'ranhosidade', por favor, partilhe.




A minha mala nos últimos dias: uma embalagem de Strepfen, pacotes de lenços, termos com chá, e nenhum espaço para as coisas realmente importantes. Eu precisava era disto. ;)