segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Resumo do fim-de-semana.

Este sábado foi assim:


E o domingo, assim:



Foi só isto. E era mesmo o que estava a precisar.
Boa semana!

Alguns dos mu-u-u-uitos detalhes IKEA* (semi-visíveis nas imagens) cá por casa:

* Escrevam o que vos digo, um dia ainda me vai levar à falência.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

#24

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E o que eu queria ser uma daquelas pessoas que come uma sopa e fica afrontada.
Depenica uma saladinha e fica a abarrotar.

Queria tanto...
Mas não sou.


Obrigada por todas as sugestões no último post. :) Ando a fervilhar de ideias.
A propósito, abriu-se-me o apetite... E ainda falta tanto para o lanche. *snif-snif*



PS: Estou a pensar seriamente abortar esta coisa de consultas de depressão nutrição. Repito, seriamente.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

#20.1

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Hoje apetece-me voltar a este assunto: gente, estou quase nos trinta!

Que me dizem? Choro baba e ranho ou rebolo de alegria?
Não sei. Já casei. Mas ainda não tenho filhos, não tenho casa própria, não tenho uma carreira propriamente dita, nunca arranjei emprego no meu curso...
Mas tenho saúde. Tenho pão na mesa, a cada dia. Graças a Deus.
E isso basta-me. 

Preciso de festejar.
Este ano, quero festejar.

São os Trinta.
Um número tão cheio.
E eu estou tão cheia de fé que poderá ser uma década maravilhosa!

A lista de convidados está finalmente feita. 
E a data está apalavrada com Ele.

Fazer anos a 31 de Dezembro não é fácil.
Cada um tem os seus afazeres de noite de réveillon e este ano é um domingo.
Posto isto, seja no fim-de-semana seguinte.

(Relativamente à passagem de ano, estou cada vez mais convencida que a dois seria de sonho!)

Este ano Ele quer fazer o meu bolo. Eu escolho e Ele faz.
Sou sempre eu que faço os bolos da família e parece-me completamente justo que este ano alguém faça o meu.
Quero dois andares, quero um aspeto rústico, um topper bonito e quero chocolate. (Muito-chocolate!!!)

Eu gostava que o tom da festa fosse o meu preto, o branco e a alegria do rosa choque em pequenos detalhes. (Não é piroso, pois não, pois não, pois não?) 
Ele quer balões. Balões com números, balões com hélio, balões com luzes. Quer retirar o tapete da sala (para não se sujar), colocar outra mesa, dispor a nossa micro-divisão da melhor forma.

Pelas minhas contas, e se ninguém recusar, seremos à volta de vinte pessoas, escolhidas a dedo, pensadas, e com todo o significado possível.

E a comida...
É nesta parte que preciso da vossa ajuda.
O orçamento não é o maior (os tostões estão sempre a ser contados) e não tenho por hábito fazer festinhas caseiras.
Preciso muito de ideias de comidinhas práticas, boas, baratas.
Sugestões?
Aceito-as to-di-nhas!

Eu sei que ainda falta muito tempo, mas quanto mais rápido me organizar, mais rápido inauguro o mealheiro "Os Trinta d' A Marta'.

Eu quero que seja um dia feliz.
Ele está animado.
(E só um a parte, Ele é a melhor coisa do Mundo!)
Eu só quero que seja um dia memorável.
Com Ele.
E com todos aqueles que aceitarem partilhar deste dia.


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Resumidamente (em várias palavras).

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Em primeiro lugar, queria agradecer a todos pelo carinho depositado no último post

OBRIGADA!

Foi um dia de muito trabalho e nervosismo para os dois.

Descobri (pela milionésima vez) que este Mundo está repleto de maldade e parece que quanto mais as pessoas são boas, mais os outros os tentam prejudicar.
Não falo de mim. Falo do meu Pai. A pessoa mais pacífica do Mundo e de alguns vizinhos do seu negócio que o tentaram prejudicar e difamar.
Em vão, após mais de trinta anos de boa convivência, por consequência de contos e ditos, mal ditos, e de muitas mentiras e invejas de algo que nem chegamos a ter.
Felizmente, esta mini-história teve o seu final feliz.
Não só Deus estava do nosso lado, como os seus clientes, que conheceram de imediato o seu bom carácter!

Ao final do dia estávamos exaustos. Mas ainda assim fomos jantar, a dois, e foi a salvação do Nosso dia. (Fomos maravilhosamente bem atendidos e comemos lindamente!)

Sobre este assunto, que ficou pendente falar-vos, tenho a dizer-vos que: não aconteceu!

Não apareceu. Não deu a cara. Não se justificou por si mesma.
Enviou um mensageiro, vinte minutos depois da hora marcada, vinte minutos depois de uma espera que parecia não terminar.
No nosso rosto era visível. Para mim estava terminado.
A revolta era grande, a tristeza maior e a mágoa... A mágoa é ainda muito minha.
É Foi comigo que me senti aborrecida.
Desiludida por ter tentado novamente, por ter insistido em algo que no final, revelou não valer o esforço.

Hoje, passados estes dias, a frio, a desilusão é cada vez maior. Tem dias que parece que cresce a olhos vistos!
Naquele dia, depois de vinte minutos de espera, o encontro ficaria para outro dia.
Não ficou, não sei se quero que fique.
Hoje, passados estes dias, a frio, continuo à espera de uma desculpa, de uma justificação, de uma cara.
Não sei se chegará. Tem dias que não sei mais se as quero.
Mereço. Eu mereço. Tu, não sei.

Se antes não tinha sido grave... Agora não sei.
Se antes engoli o orgulho, aquela mágoa... Agora não sei.
Agora não sei.
Agora não sei se tu mereces a minha amizade.
Desculpa.
Eu agora sei.
Sei que eu mereço. Eu mereço muito mais. Muito melhor.

Também sei que não sou orgulhosa, nem demasiado egoísta... veremos! Talvez essa seja o meu azar, e a tua sorte.




Nota de rodapé:

Escrevia-vos este texto na passada quinta-feira, exausta, cansada, triste.
A semana não estava a ser doce, mas a maioria dos problemas estavam resolvidos.
Interrompi a publicação quando o meu marido, ainda mais triste, entrou no escritório com um novo pesadelo: o avô dele, o nosso avô, acabava de partir.
Nesse dia, adoeci. Vomitei tudo o que consegui, não o fazia há mais de quinze anos.
E no dia seguinte, fraca, não fui capaz de lhe dar o apoio que ele precisou. As minhas pernas tremiam, a minha cabeça doía e o meu corpo não suportava o seu peso. (A família ficou a achar que estou grávida, e eu confesso que fiquei a pensar demasiado no assunto.)
Para terminar a semana com chave d'ouro, o meu pai teve um acidente de automóvel. Prejuízos à parte, está ótimo, graças a Deus.
Em resumo, foi uma semana péssima!
- Segunda-feira: um mau jeito nas costas, um pescoço preso, muitas dores.
- Terça-feira (o nosso dia): problemas, problemas, gente má, gente ruim, discussão, muitos nervos e, felizmente, um bom jantar com Ele.
- Quarta-feira: começar a resolver os problemas.
- Quinta-feira: terminar de resolver os problemas, a má-notícia do nosso querido avô e uma noite péssima!
- Sexta-feira: uma viagem à terra às pressas, um mau-estar gigante, o dia do funeral.
- Sábado: o acidente de automóvel do meu pai e eu, que tinha misturado dois medicamentos inimigos, acordei às machas e papos (não me faltava mais nada, não é?).
No final, um Domingo mais tranquilo, cheio de esperança que a semana seguinte fosse melhor!
E tem sido. Bem mais calma, com a rotina, a passos curtos, a voltar à normalidade.

A todas/os, Obrigada por continuarem desse lado. 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Nós.

❤️



Oito ano de ti, para ti.
Oito anos de mim, sempre para ti. 
Não digo Nada, tu sabes Tudo.
(E que venham mais oito vezes oito, no mínimo.)



quarta-feira, 4 de outubro de 2017

#23

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Amanhã voltamos a encontrar-nos.
Passaram-se alguns meses e talvez o sentimento não seja mais o mesmo.
Talvez não tenha esfriado por completo, talvez ainda seja recuperável.
Não sei.
Sei que o tempo passou, sei que eu tentei uma vez.
Pelo menos, apenas, uma vez. Pelo menos, eu tentei.
Depois desisti.
Desisti de tentar, desisti de sentir compaixão, desisti de ser compreensiva.
Desisti de tentar aceitar as falhas dos outros e, assim, eu falhei.
Eu errei. Eu tive culpas. Não todas. Não sei se foram poucas. Mas não foram muitas.
Desisti de tentar resolver as coisas de forma adulta, mas também não consegui ser infantil. Ou terei sido?
Passaram-se alguns meses.
Não tocamos mais no assunto.
Eu fui demasiado radical. Mas cedi.
Cedi porque não sou orgulhosa. Porque quero o bem das pessoas. Porque, talvez, sim!, tive saudades.
Não sei se vamos recuperar o tempo perdido.
Não sei se quero recuperar o tempo perdido.
Seja aquilo, e apenas, aquilo, que Deus quiser.
Que o tempo passe.
Que os sentimentos esfriem ou voltem a nascer.
Seja aquilo que Deus quiser.
Amanhã voltamos a encontrar-nos.
Não sei se quero falar sobre o assunto. Não sei se vale a pena remexer nas feridas.
Sei que não quero discutir.
Preciso de um pedido de desculpa. Eu fiz o meu. Preciso agora do Meu.
Talvez não seja capaz de seguir em frente sem Ele.
Ou talvez não seja assim tão orgulhosa.
Talvez continua a mesma Marta ingénua que quer acreditar que endureceu à força, que se tornou muito mais insensível, fria, tão pouco amiga de quem não o merece.
Não sou, mas acho que queria ser. Acho que devia ser. Merecia ser.
Talvez não seja aquilo que Deus quer para mim.
E, acima de tudo, eu quero apenas,
Que seja o que Deus quiser!


Assim que me seja possível irei retribuir-vos cada comentário. Vocês são incríveis! 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

#22

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Estou sempre a pensar em vocês, no blog, em todos os assuntos que me apetecia escrever, sobre tudo o que me apetece desabafar.
Mas ultimamente sinto-me muito cansada.

Esta semana temos um feriado (YEAAAHHH...uuhhhh... %$#§&*#!), mas avizinha-se muito provavelmente um dia demasiado desgastante. (meninas/os, façam figas!)

Estou tão cansada que não quero mais discussões.
Sabem quando o cansaço é tanto que não interessa mais quem teve razão? É isso.
Não quero mais entender. Consigo agora esquecer e caminhar em frente.
Como se ainda fossemos crianças, como se não fosse preciso mais tocar no assunto.
Talvez não seja.
Por mim, qualquer um pode ter razão. Até posso ser eu a errada.
Só preciso de paz. Só preciso de sossego.
Não preciso de mais nada.
E se não resultar... eu tentei.

Perdoem-me por não ser mais forte do que isto.* Estou a ser tão forte o quanto consigo.

Um beijinho do tamanho do mundo para todas/os vocês que estão sempre aqui, desse lado, comigo.





* Por isto e por escrever sem-sentido.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

#21

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Hoje apetece-me falar-vos de finanças.

A verdade é que eu não percebo patavina de contabilidade, não sei o fazer IRS's e nunca tive mais de 'satisfaz' (sim, com letra minúscula) a matemática.

As finanças que vos trago chamam-se carinhosamente, filhas da #%$&*%, carinhosamente, portanto: finanças da vida.

O topo do dilema é: mais alguém conta tostões todo o santo do mês?

Por aqui, todos os meses, no final de cada mês, atempadamente, preparam-se pequenas listas de contas a pagar no mês seguinte.

É renda, é agua, é luz, é Internets, é saldos de telemóveis, é ginásio, é gasóleo, é paparoca, é... ver o dinheiro todo do mês seguinte desaparecer, muito antes de ainda ter sequer entrado na conta.

Este mês ainda temos: imposto automóvel, aniversário de casamento, aniversário do sobrinho, aniversário da amiga...

Tem tudo para correr mal, portanto.

A somar a tudo isto, é preciso ainda poupar dinheiro para uma lista infindável de coisinhas que preciso de comprar no IKEA* (eu sei que já vos falei no sofá, não vou falar, mas *suspiros*suspiros*suspiros*).

E todos os meses a história se vai repetindo...
Mas!
E como eu digo sempre, o importante é ter saúde.
E minhas queridas, meus queridos, acreditem.
Mal ou bem, vamos sendo um afortunados,
Graças a Deus.

E é isto.


* Senhores do IKEA, se andarem por aí, porventura a matar tempo, por favor, eu mereço! enviem-me cupões de desconto. Têm sido desfeitas economias só para equipar aqui a casa d'a Marta, e vocês, meus queridos, vocês têm sido sempre os eleitos. Obrigada!


- Vá. Não me dêem grande crédito, ou dêem! porque eu até precisava. -
*MUAHAHAHA*

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

#20

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Este ano, a passagem de ano inclui a minha festa de trinta-anos e eu não sei o que quero fazer.

Não sei com quem quero estar*, não sei onde quero ir, o que comer, quanto gastar...
E todos os anos começo a sonhar com a noite de réveillon no início de Setembro.
Este ano, pela primeira vez desde há muito tempo, está a ser diferente.
Este ano, ando a fugir do assunto.

Ele está com poucas ideias. E sentimento é mútuo. Não sabemos com onde queremos estar, com quem queremos estar.

Ele sabe que não quer ir comer a um restaurante, que não quer passar a meia noite com estranhos, no meio de muita confusão, longe do conforto de um lar.
E os dois, os dois não queremos gastar muito dinheiro: compramos finalmente a televisão nova para a sala e queremos comprar o sofá ma-ra-vi-lho-so no mês de Dezembro.

Todos os anos têm sido iguais.
A expectativa é sempre alta.
Mas todos os anos se instala a confusão: aquele não suporta aquela, a outra não gosta do outro... e nós, que estamos de bem com toda gente.

Conclusão: não podemos juntar toda a gente, não podemos estar em dois locais diferentes.

Nascer a 31 de Dezembro tem tanto de engraçado, como de ingrato.
É o último dia no ano, a festa deveria ser sempre a dobrar. Mas a festa é sempre adiada. Uns que vão para fora, outros que têm a família...

E este ano são os trinta, não sei ao certo o que quero fazer deste dia.

Ele sugere os dois, a televisão nova, o nosso (possivelmente) sofá novo, uma dose de filmes, muita comida boa, 3... 2... 1... Feliz Ano Novo e uma garrafa de champanhe para os dois.
Não sei.

Não festejamos Natal e estou habituada a que esse dia seja a dois.
Mas a passagem do ano... O meu aniversário...

Não sei.
Tenho que pensar sobre isso.
Faço-o sempre. Atempadamente. Com tanto tempo.
E este ano... Nhééé!

Ajudem-me. 
Contem-me as vossas experiências.
Partilhem comigo as vossas ideias.


* A única certeza que tenho é Ele.


Já comecei a retribuir os vossos comentários. Obrigada pela vossa presença! 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Olá, Outono!

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Olá, Outono!
Traz contigo castanhas, jeropiga não é preciso. 
Acedemos a lareira, juntamos amigos e família.
Não exageres no frio.
Vem com calma, mas apressa-te com as castanhas.*
Pinta as ruas de folhas. Podes dar-nos algum vento e domingos de sofá e mantas.
Traz-nos malhas quentinhas, cores escuras, meias grossas.
Não corras. Não temos pressa.

Olá, Outono! 
Traz-nos novas datas especiais, objetivos alcançados, reconstitui amizades antigas.**

Olá, Outono!
Sê muito bem-vindo.


* Mais alguém adora castanhas?
** Eu estou a esforçar-me. E Tu?



Faltam sensivelmente três meses para o final do ano. A-rre-pi-an-te!
Continuo em divida com todas/os vocês.
Passei por aqui de fugida, mas espero retribuir-vos todo o vosso carinho este fim de semana.
Obrigada, a todos, por tudo!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

#19

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A sensação maravilhosa de escrever, divagar, e achar que me vão julgar louca, de me sentir estranha, de pensar algumas barbaridades e escrevinhar algumas doidices.
E no final, no fim de tantas palavras à toa, perceber que tanta outras pessoas, vocês, vocês que têm estado sempre desse lado, são iguais, são semelhantes e revêm-se nas minhas loucuras.

Mais uma vez. Obrigada! 

Retribuirei cada comentário, cada visita, cada miminho sobre a forma de escrita, que vocês, as/os Melhores, carinhosamente deixam ficar por aqui, e aos quais eu estou em falta.

A semana passada atrasou-me a todos os níveis.
Estou CHEIA de coisas para fazer.
Além do trabalho, preciso recomeçar a estudar violino (aula novamente no sábado), voltar ao ginásio (mala feita, é hoje, malta!), limpar a casa com urgência! (não suporto ver o pó!!!), tratar da lavandaria em atraso... UUUUFFFFFFFF!

A propósito, estou melhor. As aftas começam finalmente a dar tréguas e hoje já termino com a medicação.

Acho que esta semana precisava de mais algumas horas em cada dia. Que dizem?

Para além de todas as tarefas domésticas/lazer/estudo/e-tudo-e-tudo-e-tudo, tenho que voltar à minha dieta.
Em Outubro voltamos à Nutricionista e avizinham-se resultados... profundamente... deprimentes interessantes! *AHAHAHA*

Coragem!!!

Não é um bom dia, quando tens pouco para comer e ainda te esqueces do iogurte liquido.
Vá, Marta, contenta-te com as tuas 50gr de pão, fartamente recheadas por 20gr de queijo magro.

Eu.
A maior parte dos dias.
E tanta fome, minha gente. Tanta fome...


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A Marta. #3

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Hoje vou falar-vos d'A Marta.

Não sem antes vos voltar a agradecer por todo o apoio. 

Foi uma loooooooooonga e dura semana.
Acho  que finalmente começo a melhorar.
Estou a tomar a medicação de forma religiosa, mas os efeitos secundários em formato de aftas estão a corroer-me.
Estou a poucos-sólidos e poucas-palavras.

E a propósito de poucas palavras, deixem-me falar-vos de mim: olá!

Quem não me conhece, julga-me sempre, à primeira vista, como antipática, e manienta.
Não sou.

Sou tímida, sempre fui muito envergonhada.
Eu era aquela miúda que ia às festas dos amiguinhos e chegava a casa esfomeada, com um rebuçado no estômago, que tinha conseguido 'roubar' no canto da mesa e uma fatia de bolo que obrigatoriamente me colocavam nas mãos.

Sempre comuniquei melhor através de palavras e isso não faz de mim uma pessoa hipócrita, pois não?
Não gosto de mentiras, não gosto de maldade e não gosto de ser impulsiva.

Uso as palavras para o bem e para o mal. Mas escrever, evita-me ser demasiado dura.
E eu já fui demasiado mole.
Magoei-me muito, e sofri demasiado.
Muitas vezes, já não sei ser meiga. Às vezes sou bruta, sou impaciente.
Escrevo, apago, volto a escrever e ignoro.

A idade ensinou-me a ignorar.
Mesmo quando os problemas tentam gritar-me ao ouvido, ali, do meu lado, tão próximos, tão íntimos, tão familiares.
A idade ensinou-me que não tenho tempo para rancores, nem para guerrinhas mesquinhas, infantis e egoístas.

Às vezes sou doce. Já o fui mais.
Já fui muito ingénua.
E fui muito desiludida. Muitas vezes, demasiadas vezes.
Não damos para receber, mas... não sejas hipócritas... receber faz bem. É necessário.

Cansei-me. Limpei as lágrimas e deixei de ser sonhadora. Deixei de acreditar em palavras.
'Palavras, leva-as o vento.'
E as atitudes ficam. Ferem.
Até que passam. Tornam-se em aprendizagem. Algumas tornam-se em saudade. Outras, indiferença.

Fui 'a menina dos sonhos por sonhar'.
E talvez continue a ser.
Talvez aquela pequena parte doce ainda acredite, menos infantil, menos ingénua.

Não sou antipática. Não tenho manias.

Sou muito chata, sou um bocadinho preguiçosa, ligeiramente não muito teimosa, orgulhosa q.b. e devo ter algumas qualidades.
Estou certa de que terei algumas. 

E não. Não sou antipática.
Tenho vergonha.
Mas convivam mais de um dia comigo...
E depois... Não digam que não avisei! ;)




Um dos medicamentos que estou a tomar neste momentos refere um dos efeitos secundários como:
Forte possibilidade de escrever demais. 4 em 5 pessoas deliram e dizem coisas sem sentidos.
É isto! *cof-cof* 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

#18

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De volta, após uma visita ao senhor doutor dos dói-dóis.
Uma laringite, uma boca cheia de aftas, um nariz entupido e alguma/pouca tosse.
Siga para a medicação correta, e nada de falhar com ela, menina Marta-que-adora-tomar-comprimidos! (NÃÃÃÃÃÃOOOOOO)

E mais uma vez,
Incansáveis, sem me conhecerem, a aturar, em cada post, tantos devaneios, tantas palavras soltas, sem sentido, cheias de significados diferentes.
E vocês, carregados de palavras carinhosas, sem saberem ao certo a cor dos meus olhos, a forma do meu rosto, a aceitarem-me, a enviarem a vossa força e toda a vossa amizade.
Eu daqui, recebo-a, de coração cheio, sincera e feliz.
Feliz, não por ter criado "A Marta"*, mas por a ter libertado, por lhe ter dado asas, distorcido a língua e desprendido os dedos, assim, aqui, em formato de blog.

Pensei que ter um blog não ia ser bom.
Após tantos anos de 'Anónimo', confesso-me, pensei que criar um blog poderia ser mau.
Não é.
Graças a vocês, a mais ninguém, só a vocês.

Mais uma vez,

❤ Obrigada a todas/os pelos votos de melhoras. ❤

Ainda não estou, mas vou ficar.

E quanto a ti, Setembro, podes ir e trazer um Outubro lindo e maravilhoso, se não te importas. Acho que mereço... Não sei... Se não for pedir muito...


* Ela sempre existiu.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Aceitam-se donativos:


De pacotes lenços (resmas e resmas deles), embalagens de mel, sacos de limões e gengibre, produtos farmacêuticos, rebuçados de menta, raminhos de eucalipto...

A Marta, uma manta polar, em Setembro, e muito chá de cidreira e mel, quentinho, quase a queimar a goela,
que dói, há demasiados dias para o meu gosto.


Hajam lenços, pessoal. Hajam muuuitos pacotes de lenços.


❤ Obrigada a todas/os pelos votos de melhoras. ❤


Se alguém souber de truques contra garganta inflamada e abundância de 'ranhosidade', por favor, partilhe.




A minha mala nos últimos dias: uma embalagem de Strepfen, pacotes de lenços, termos com chá, e nenhum espaço para as coisas realmente importantes. Eu precisava era disto. ;)



terça-feira, 12 de setembro de 2017

Estou de coração CHEIO com todas as vossas palavras e reações ao último post.
Um obrigada do tamanho do MUNDO a todas/os.

Escrever é das coisas que maior prazer me dá (acho que já vos tinha dito),
mas durante muitos anos, guardei vários dos meus maiores 'gostos' no fundo de uma gaveta.
Naquela gaveta a que chamamos de Saudade.

Ninguém a quer ter, mas todos temos, umas quantas, cheias, atafulhadas, por organizar, e sem solução.

Voltar a escrever tem sido uma experiência maravilhosa,
e partilha-la convosco tem sido inesquecível.

OBRIGADA, obrigada a todos, por tudo.

Devolverei todos as palavras, todos os abraços e beijinhos deixados por aqui.
Mas hoje, por aqui, estamos em modo atchoo-ranhoca-muita-ranhoca-dor-de-cabeça-dor-de-garganta.

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Abaixo os ar-condicionados. Abaixo este tempo manhoso. 
Verão, se queres ir, vai. Mas vai-te de vez que eu estou farta desta brincadeira.


Posso agradecer mais uma vez?

OBRIGADA, minhas queridas e meus queridos! ❤


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A Marta. #2

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Hoje gostava de vos falar de um dos meus part-times (calma! são só dois).
O da manhã e, muito provavelmente, o meu preferido.

Babysitting: uma espécie de arte de cuidar de um bebé que não é nosso, como se fosse nosso.

Com todo o amor!
Não é amor de mãe, não tenho filhos (ainda!), nunca fui mãe e ele tem a sua Mãe.
Nunca será um amor distante, na medida em que parte do seu crescimento também é um bocadinho Nosso.
É um amor de Tia, um sentimento familiar.
Gosto muito dele, gosto muito da Mãe, gosto muito do Pai.
E eles de mim, eu sinto que sim.

Eles.
Ao cinco meses de vida, tão frágil, tão dependente, entregaram-me as manhãs do seu bebé.
Eu,
Inexperiente, sem filhos, tão jovem, com tantos medos, com tantas dúvidas.

Passaram-se cerca de dez meses, quase um ano inteiro.
E eu tive o privilégio de presenciar os seus primeiros dentes, as primeiras vez de gatinhar, hoje os primeiros passos atrapalhados, algumas palavras (mamã, papá)*, as suas melhores caretas, as suas maiores birras...

A dois, já rimos e choramos: como naquele dia, tão doentinho, eu tão aflita, a tosse que era muita, a sopinha que não caiu bem, o vomitado. E eu, a nojentinha que não aguenta vomitado, sem preocupações, tirei a roupa suja aos dois e sentamo-nos no sofá. Eu a observar cada movimento, aflita, muito aflita, de lágrimas nos olhos, ele a sorrir, bem mais aliviado, eu a querer chorar, até a mamã chegar a casa e, cheia de bondade, me acalmar e convencer que já estava tudo bem, que era natural, que não havia nada a fazer para evitar.

Estivemos na festa do primeiro ano: família e amigos próximos, apenas. Acho que sou/somos um bocadinho das duas coisas. Fazem-me sentir assim.

Durante o mês de Julho e Agosto não foram precisos os meus cuidados e eu estava bastante cansada.
Foi tempo de férias para todos, e o tempo passou a voar.

Chegou Setembro e com eles, todas as suas rotinas.
Esta semana jantamos juntos. Nós, o pequenino e os papás.
Tinham-se passado dois meses e só quando recebi o telefonema é que meditei realmente sobre isso.
Tive algum receio que o sentimento não fosse o mesmo.
Quando chegamos, o pequenino (tão grande, quase dois meses depois) vinha aos braços da sua mamã. Olhou para mim ao aproximar-me, sorriu e esticou-me os braços.
E o meu coração ficou cheio!!!**

Não foi para ser babysitter/ama/nanny/babá/o-que-quiserem-chamar que estudei tantos anos (como já mo disseram). Não foi.
Poderia fazer outra coisa, tantas outras coisas, ganhar muito mais.
Mas há algo de muito importante, de TÃO grandioso, que dinheiro nenhum pode pagar.
A confiança de uns pais, a coragem de uma mãe em confiar o seu filho, o seu primeiro filho, a abrir as portas da sua casa, da sua intimidade, e entregar parte da sua vida, a alguém que não conhecia assim tão bem.

Os primeiros dias não dormi.
Tive medo, tive muito medo, aceitei o convite com receio, as dúvidas eram muitas, quis experimentar, achei sempre que não iria ser capaz, apontei religiosamente todos os passos de "como fazer um biberão", coloquei uma (única, foi só uma!) fralda ao contrário, fiquei em pânico com soluços, quis chorar muitas vezes, chorei tantas vezes... mas tem sido uma experiência tão cheia do mais diverso tipo de amor e tão rica de uma aprendizagem que livro/curso nenhum me poderia ter dado.

Que continue a fazer melhor, a aprender mais, e a crescer a cada dia.
Eu. E ele.
Eu quase nos trinta, ele a caminhar para o seu segundo ano.

E estou grata.
Grata ao pequenino, ao papá que se lembrou de mim, e à mamã que concordou.
Muito grata!





* Embora eu vá tentando: Mar-ta, Ti-ti, Ta-ta...
** Abarrotado!!!



Eu sei, ando a escrever muito. Peço desculpa!

Eu sei que eles não vão ler (só o Marido sabe do Blog),
daí puder escrever com toda a liberdade, com todo o coração.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

#17

A Marta, feliz, na praia da Quarteira, a comer ovo mexido com frango e tomate cherry.


"Não vens muito morena."

Esta foi a frase mais repetida na minha recepção pós-férias.

E ontem numa troca de comentários com a Filipa relembrava este preconceito.

Sim, aquele preconceito que há contra todas as pessoas gostam de torrar ao sol e todos os outros "copinhos de leite" que se protegem debaixo de um guarda-sol de meio metro (mínimo).

Para uns, porque é tão perigoso, para outros, porque não ganham aquela tonalidade sexy de Verano.

(Cá para mim, cada um faz aquilo que bem entende. Mas que há perigos, por mais que os ignoremos, há.*)

Este ano, eu e o Marido tivemos a felicidade de passar dez quentes dias de forno sol no nosso tão querido Algarve.
Fizemos praia/piscina/whatever todos os dias,
E todos os dias as temperaturas nunca baixaram os trinta graus.

Apanhamos sol, nadamos todos os dias**, dormimos muitas sonecas na areia...
Mas, sempre de guarda-sol e sempre de 50+ na mala.

A areia queimava A SÉRIA os pés até chegar ao mar (depois de conseguirmos passar as trinta toalhas espalhadas pelo areal***) e o sol era quente-quente-quente até ao final da tarde.

O dilema era mesmo escolher entre uma tez pálida e um escaldão Daqueles! (quiça futuramente algo pior*).

Não somos pessoas, habitualmente, morenas.
E não temos aquela tendência natural para ficar super-bronzeados no primeiro dia de sol.

Conclusão: Muito pouco morenos num pós-dez-dias-no-Algarve.

!   Chamar à atenção para o facto de ter postado a imagem acima no meu Instagram, e ter recebido um amoroso comentário da minha irmã, no qual me alertava subtilmente de todos os perigos a que eu estava sujeita por estar a almoçar na praia, ao início da tarde, com as minhas ricas perninhas, expostas ao sol.
A mesma, queridíssima, ao ver-me de volta, diz-me com a sua melhor cara de desdenho: "Pensei que vinhas mais morena." ****   !

Das duas três: ou torrávamos ao sol ou permanecemos pálidos o restante do ano.
Cada um decida o melhor para si.
Por aqui, vamos continuar branquinhos.
Alguma corzinha sobretudo nas pernas, mas coisa pouca.




Quase Ninguém pensa nisso. Fala-se todos os anos, mas ignoramos, todos os anos.
** Águas incríveis. Que sau-da-des! (Eu que não sou pessoa de mar, fui várias vezes, mais do que uma vez por dia.)
*** Sem falar nas geleiras e guarda-sóis que ficam a reservar lugar ao sol.
**** Como é nossa irmã, podemos sempre manda-la bugiar, diretamente, sem grandes rodeios. *.*



Atenção: Nada contra quem gosta de apanhar sol e consegue ficar ao sol por mais de dez minutos.
Até sinto alguma inveja. :)


* Peço desculpa por escrever tanto. *

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

#16

Créditos da Imagem


Se Agosto foi muuuuuuuuuito longo (muito-longo, repito).
Setembro avizinha-se bem mais curto.

Voltei ao ginásio (como já vos falei),
Recomecei hoje o meu segundo part-time,
E este sábado volto às aulas de violino.

Rapidamente será Outubro.*
Ainda mais rápido será Dezembro.
Fará frio, as ruas ficarão enfeitadas de luzes e eu...
Oh! Eu lá farei os trinta e no dia seguinte é 2018.

Por agora, vamos com calma,
Que pelo que parece,
Estou muito acelerada!



* A-d-o-r-o! Mês de aniversário de casamento. 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

#15

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Hoje vamos falar sobre algumas das minhas paranóias mais belas características (deve ser deve).

Suspendi o ginásio durante o mês de Agosto.
Uma vez que ia de férias durante três semanas, não fazia sentido pagar o mês completo.

Sou muito nada preguiçosa e o meu corpo pedia uma suspensão com a duração mínima de um ano (dois, quiçá).

O meu corpo.
Mas minha cabeça... A minha enoooorme e imaginativa cabeça, nestes últimos dias, gritava desesperadamente por ginásio.

Agosto foi um mês looooooongo, pelas mais variadas razões.*

E é nesta fase em que surge uma Marta cheia de "hipocondríces".**
Aquela Marta que acha que tem tudo, que sabe de tudo, que sente tudo...***

Dizem que o primeiro passo é reconhecer (isso e ter um Marido) e a verdade é que ao longo dos anos, os sintomas vão desvanecendo.
Umas vezes com mais força, tantas outras vezes com menos.
Vale-me a Fé (ainda que por vezes do tamanho de um grão de mostarda, mas que vê tantas outras vezes mover montanhas), a 'dureza' de um Marido que não compactua com estupidez (OBRIGADA!) e penso eu que a maturidade dos quase-trinta.

A verdade é que,
Preciso sentir-me sempre CHEIA (ocupada, cansada, completa),
Ou este cabeção acaba por arranjar demasiado espaço para pensar e matutar em assuntos sem qualquer interesse.

Ontem voltei ao ginásio.
Marquei a pior das aulas e fui.
Comecei com vontade de chorar e acabei a rir.

A rotina começa a compor-se.
Vai ficar tudo bem.

Força, Marta.
Vamos com tudo!




* As despesas foram demasiadas, o tempo livre foi muito...
** Eu sei, eu sei. A palavra não existe, mas deixem-me ser eu a inventa-la.
*** E não se orgulha minimamente disso! SHAME ON ME. 


Breve explicação da imagem e texto: 
Ao contrário da imagem, eu não me 'atafulho' de medicamentos (evito-os ao máximo). Apenas sinto pânico e os mais variados efeitos que isso acarreta.
E não, não pensem que sou muito doida!

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

#14

Créditos da Imagem


Só se não for pedir muito...
É que o dinheiro é pouco e a minha wishlist de coisinhas lá para casa, cresce a olhinhos vistos.

Basicamente só queria uma televisão nova (50" mínimo) e um sofázito novo (este*).
Assim só para começar.

Não é pedir muito, pois não, pois não? Hum? Hum? Huuuummmm?

O restante são meros detalhes, coisinhas, pequenas.
Trocar a decoração da sala para azul petróleo (estou cansada do verde-água), terminar o armário da televisão (falta-me duas caixinhas destas) e penso (PENSO) que é tudo.

Coisa pouca, portanto... *SNIF-SNIF*




PS: Continuo de mau humor... Chove, voltei de férias há uma semana... Não está fácil. Nada fácil.